sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Derrubando Golias

Gosto muito e me identifico com a história de Davi.
Quando pequeno, no Jardim da Infância, uma professora muito especial, ensinou-nos, acredito, o primeiro versículo de nossas vidas...
Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. I Samuel 17:45

Depois da cirurgia que fiz no estômago, para a correção de uma Hérnia de hiato, fiquei afastado por quase um mês e neste período me dediquei a leitura. Comprei livros relacionados a linguagem do palhaço, pois como palhaço de hospital, busco me profissionalizar diariamente, não sendo um trabalho fácil; porém, quando andava pela livraria, me deparo com um  livro, de um autor no qual admiro muito: Max Lucado.

Derrubando Golias, o nome do livro; que propõe através da história de Davi, a reflexão sobre a superação dos maiores obstáculos de nossas vidas.
Todos os livros que li, no momento pós-operatório foram de extrema importância, mas, este livro em especial, todas as vezes que me deparo com um capítulo novo, meu coração borbulha de suplica à Deus por tamanha misericórdia, não somente por Davi, mas por todos nós.


Davi fez muitas coisas erradas perante Deus: cobiçou, matou, adulterou, mentiu, etc..., e em todas as vezes, se achegou a Deus de coração aberto, mostrando-se imundo, e Deus, lá estava, maravilhoso, limpa-do-o, purificando-o, sendo lâmpada para os seus pés.


Enquanto Saul perseguia Davi, tentando de todas as maneiras, matá-lo; Davi, apesar de fugir, teve várias oportunidades de tirar-lhe sua vida, porém não o fez.

O capítulo 6, página 60, do livro, trás uma reflexão sobre esse momento:

Deus ocupa o único assento na corte suprema do céu. Ele usa a beca e se nega a dividir o martelo. Por essa razão, Paulo escreveu: "Nunca procurem se vingar, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: 'Minha é a vingança; eu retribuirei', diz o Senhor"(Romanos 12:19).
A vingança tira Deus da equação. Os que fazem justiça pelas próprias mãos tomam o lugar de Deus. "Não tenho certeza de que o Senhor poderá cuidar disso. O Senhor pode castigar muito pouco ou devagar demais. Deixe esse assunto nas minhas mãos, obrigado."
É isso o que você quer dizer? Não foi assim com Jesus. Ninguém tinha uma noção mais clara do que era certo e errado do que o Filho perfeito de Deus. Não obstante, "quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça" (1Pedro 2:23).
Somente Deus determina sentenças exatas. Impomos castigos leves ou severos demais. Deus faz a justiça perfeita. Cabe a ele a vingança. Deixe seus inimigos nas mãos de Deus.
Ao fazer isso, você não estará endossando a má conduta deles. Você pode odiar o que alguém fez sem se deixar consumir pelo ódio. Perdoar não é justificar.
Perdoar também não é fingir. Davi não encobriu ou evitou o pecado de Saul. Ele tratou-o de forma direta. Ele não evitou o problema, mas evitou Saul."[Saul] voltou para casa, mas Davi e seus soldados foram para a fortaleza" (1 Samuel 24:22).
Faça o mesmo. Transmita graça, mas, se for necessário, mantenha distância.  
  
Fica aqui, a dica de um livro interessantíssimo e abençoado!

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